7 de jan de 2014

Distopias

Olá leitores,
  agora vamos falar um pouco sobre um gênero que tem feito bastante sucesso entre os leitores, Distopia. Pelo que vejo nós, adolescentes, já não nos identificamos mais com os finais felizes, mas será que a distopia na literátura continua com o seu signicado ou os tempos modernos tem transformado esse gênero?



Resolvi escrever um pouco sobre as distopias pois percebi que elas estão perdendo o seu real significado, após ler, por exemplo, a saga Jogos Vorazes as pessoas dizem querer o mundo descrito por Suzanne Collins e escolhem o seu "Team" (Team Peeta ou Team Gale) e então a única coisa que consigo perguntar a mim mesma é se as pessoas realmente leram o livro.
Os livros que ganham o rótulo de distopias são, geralmente, os que descrevem um futuro fictício em que guerras e coisas terríveis aconteceram e em sua maioria são criticas ao mundo em que vivemos.
Não sou de criticar pessoas que se dizem tributos, divergentes ou qualquer outro desses nomes dados aos fãs, afinal eu também os uso, mas critico os que não entenderam a mensagem que os autores desses livros queriam passar e os que transformam esses livros em romances.
Distopia é um gênero que virou febre entre os leitores e isso é uma coisa boa, porém é preciso que seja lido o livro distopico e não que a distopia esteja presente em um romance.

Para terminar vou deixar pra vocês várias dicas de livros distopicos, espero que gostem e leiam.

A revolução dos bichos
George Orwell


Verdadeiro clássico moderno, concebido por um dos mais influentes escritores do século 20, "A Revolução dos Bichos" é uma fábula sobre o poder. Narra a insurreição dos animais de uma granja contra seus donos. Progressivamente, porém, a revolução degenera numa tirania ainda mais opressiva que a dos humanos Escrita em plena Segunda Guerra Mundial e publicada em 1945 depois de ter sido rejeitada por várias editoras, essa pequena narrativa causou desconforto ao satirizar ferozmente a ditadura stalinista numa época em que os soviéticos ainda eram aliados do Ocidente na luta contra o eixo nazifascista. De fato, são claras as referências: o despótico Napoleão seria Stálin, o banido Bola-de-Neve seria Trotsky, e os eventos políticos - expurgos, instituição de um estado policial, deturpação tendenciosa da História - mimetizam os que estavam em curso na União Soviética. Com o acirramento da Guerra Fria, as mesmas razões que causaram constrangimento na época de sua publicação levaram A revolução dos bichos a ser amplamente usada pelo Ocidente nas décadas seguintes como arma ideológica contra o comunismo. O próprio Orwell, adepto do socialismo e inimigo de qualquer forma de manipulação política, sentiu-se incomodado com a utilização de sua fábula como panfleto.

Fahrenheit 451
Ray Bradbury

A obra de Bradbury descreve um governo totalitário, num futuro incerto mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instaladas em suas casas ou em praças ao ar livre. O livro conta a história de Guy Montag, que no início tem prazer com sua profissão de bombeiro, cuja função nessa sociedade imune a incêndios é queimar livros e tudo que diga respeito à leitura. Quando Montag conhece Clarisse McClellan, uma menina de dezesseis anos que reflete sobre o mundo à sua volta e que o instiga a fazer o mesmo, ele percebe o quanto tem sido infeliz no seu relacionamento com a esposa, Mildred. Ele passa a se sentir incomodado com sua profissão e descontente com a autoridade e com os cidadãos. A partir daí, o protagonista tenta mudar a sociedade e encontrar sua felicidade.

Laranja Mecânica
Anthony Burgess

Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma reposta igualmente agressiva de um governo totalitário. A estranha linguagem utilizada por Alex - soberbamente engendrada pelo autor - empresta uma dimensão quase lírica ao texto. Ao lado de "1984", de George Orwell, e "Admirável Mundo Novo", de Aldous Huxley, "Laranja Mecânica" é um dos ícones literários da alienação pós-industrial que caracterizou o século XX. Adaptado com maestria para o cinema em 1972 por Stanley Kubrick, é uma obra marcante: depois da sua leitura, você jamais será o mesmo.
O planeta dos macacos
Pierre Boulle

No ano de 2500, o professor Antelle, o físico Arthur Levain e o jornalista Ulysse Mérou deixam a Terra. Eles embarcam numa nave cósmica, em direção ao extraordinário sol vermelho Betelgeuse, na constelação de Órion. O destino encontra-se a 300 anos-luz da Terra e até atingi-lo passam-se, em nosso planeta, cerca de três séculos e meio, enquanto os viajantes, devido à dilatação do tempo, têm a sensação de passarem-se apenas dois anos.


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