26 de abr de 2018

Video-games do futuro | Coluna do Té

Saudações, jogadores! Mais uma vez, a experiência da equipe do blog indo junta ao cinema veio trazer alguns posts aqui, dessa vez sobre o filme Jogador Número 1. Se quiser ter uma experiência mais completa, recomendo que leia o Pipoca com Chocolate que a Carol fez, contando um pouco da experiência de assistir o filme e suas milhões de referências. Mas hoje vim falar sobre algo um pouco mais da minha área: O jeito que o filme nos vende como serão os jogos daqui a quase 30 anos. Bora viajar nisso?

Leia: Pipoca com Chocolate | Jogador Nº 1


Pra quem não conhece, basicamente, Jogador Número 1 é um filme que se passa em 2044, onde as pessoas têm acesso a um universo virtual imenso, como um jogo de realidade virtual. Chega a ser como uma extensão da realidade, todos vivem em prol de seus avatares, muitas vezes passam mais tempo lá do que na vida "real". Como disse um amigo nosso na sala do cinema, "é como um filme do VR Chat", só que numa versão ultra realista e com uma infinidade de jogos dentro. Bom, meu intuito hoje não é falar sobre o filme, então, reforço, deem uma passadinha no post que fala sobre o filme pra saber mais, vale muito a pena.


O mundo como sempre sonhamos. Nada assustador.
No geral, a tecnologia do filme não se distancia tanto da nossa realidade atual. São usados óculos e capacetes de realidade virtual parecidos com os que já temos, alguns também usam esteiras para se mover em todas as direções sem sair do lugar, que também já existem. Talvez a única coisa que não lembro de ter visto em outro lugar sejam as roupas, que cobrem todo o corpo e reproduzem as sensações, toques e impactos que seu personagem estaria sentindo. É algo que senti falta nas vezes que joguei coisas com VR. Você sente completamente a imersão no lugar, com som mapeado nos fones de ouvido, sua cabeça acredita que você tá lá, mas depende do seu cérebro te dar umas enganadas pra sentir alguma coisa. Então, tirando a capacidade de um computador ou console e da internet pra processar um universo daquele tamanho e com aquela complexidade, creio não estarmos nada longe de um Jogador Número 1 na vida real. Mundo, você tem 26 anos pra providenciar tudo!

Tô aceitando essas roupas de presente.

Se não me falha a péssima memória, talvez o primeiro contato que eu tive com esse conceito de jogo de realidade virtual tenha sido no desenho Os Padrinhos Mágicos, num episódio em que os personagens vestem capacetes que literalmente os põe dentro do jogo. Uma coisa bem mais longe da realidade - principalmente de alguns anos atrás, quando esse desenho ainda era novo -, então era difícil imaginar que isso viria memo a existir nos próximos anos. Um capacete que, quando você põe, teletransporta seu corpo pra dentro do jogo, e você só sai se vencer. Desenhos com episódios assim sempre me atraíram muito, e Jogador Número 1 me fisgou bem nesse ponto fraco.

Melhor episódio ou óbvio que sim?
E, falando em desenhos sobre jogos, lembram-se do tal do Code Lyoko? Tive que buscar esse bem lá no fundo do baú de memórias da infância. Inclusive, tive que assistir um pouquinho hoje mesmo pra lembrar direitinho e não falar besteira aqui. Nesse desenho, existe um mundo digital, não exatamente um jogo mas como se fosse um, que interage com a realidade. Uma das personagens é do próprio mundo digital, e os outros são digitalizados pra entrar lá. Ainda um pouco parecido com o conceito do jogo dos Padrinhos Mágicos, mas uma menção pela nostalgia e pelo pouquinho de semelhança com Jogador Número 1.

Diz que cê também sente um gostinho de infância olhando pra essa imagem.

Outra obra que me conquistou muito com essa temática de jogos foi a série Video Game High School. Nada muito parecido com a realidade virtual acontece lá, mas a série reúne os melhores jogadores e desenvolvedores de jogos numa escola, que acaba virando um mundinho de jogadores levado a sério também. Alguns jogos mostram tecnologias inovadoras, como jogos de luta com hologramas dos personagens em tamanho real, ou cards com holograma de monstrinhos, e todos por lá se reúnem pra competir e praticar. Mas até em jogos mais comuns, como de tiro, corrida e RPG, a série põe os próprios atores que interpretam os jogadores como os personagens dos jogos também, e isso traz uma sensação parecida com a de Jogador Número 1, da interação entre as pessoas dentro dos jogos.

Fatalities assim devem ser mara.


E é mais do que óbvio que o anime Sword Art Online não ficaria de fora disso. É uma das primeiras coisas que se pensa assistindo o filme no cinema. Assim como Jogador Número 1, SAO também usa algo bem parecido com o VR pra levar os personagens pro mundo virtual, mas com uma diferença principal: O Nerve Gear, tecnologia usada no anime, não aproveita os movimenos do seu corpo e reproduz no jogo. Ele contém os sinais de movimento que seu cérebro mandaria pro corpo e transmite pro jogo. Assim, seu corpo real fica parado, enquanto você move seu personagem. Talvez seja algo mais distante pra gente, mas acredito que nem tanto assim. Já foram desenvolvidos braços mecânicos controlados pelo próprio cérebro, acredito que da mesma maneira que controlamos o corpo. Se até daqui a 4 anos, em 2022, ano em que o anime se passa, desenvolverem isso o suficiente pra adaptar aos jogos, quem sabe não experimentamos o nerve gear?

Um quarto assim não precisa de mais nada.
Enquanto isso, vamos esperando a tecnologia ficar velha o suficiente pra ficar baratinha pra que nós, meros mortais não ricos, possamos jogar também. Vai que Jogador Número 1 tava certo e isso só vai chegar nas mãos de todo mundo em 2044. Aguardemos.

Por hoje é só isso tudo, leitores. Não deixem de acompanhar o blog, tem sempre coisa nova surgindo por aqui, e estamos entrando numa época de posts complementares entre nós da equipe. aZeus a todos, Joguem bastante, bebam muita água potável e até a próxima!

-Té.

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