2 de mar de 2015

Resenha | Half Bad



Half Bad
Half Bad
Sally Green - Intrínseca
Ano de 2014; 304 páginas

R$ 6,00 até R$ 45,00 - Skoob

Nathan, filho de uma bruxa da Luz com o mais poderoso e cruel bruxo das Sombras. O adolescente vive com a avó e os meios-irmãos e é visto como uma aberração por seus pares. O Conselho dos Bruxos da Luz vê nele uma ameaça, que precisa ser domada ou exterminada. Prestes a completar dezessete anos – época em que todos os bruxos passam por uma cerimônia em que seu dom é finalmente revelado bem, como sua denominação como bruxo da Luz ou das Sombras –, agora Nathan terá que correr contra o tempo para achar o pai, que jamais teve oportunidade de conhecer, e salvar a própria pele.




Um livro complicado, não só de entender, mas também de explicar.

Bastou uma resenha. Li apenas uma resenha sobre Half Bad e já estava louca para ler e ter o livro. Foram alguns poucos meses de amor por uma linda capa e uma sinopse que prometia um livro para jamais esquecer. Logo depois de ser comprado, foi lido, coisa rara na minha estante.

Half Bad é o primeiro livro da trilogia Half Life, que vem com o tema sobrenatural, aquele adorado por muitos. Na Inglaterra, humanos dividem seu espaço com bruxos, porém sem saber ou se misturar. Bruxos da luz são bons, puros e justos, ou é isso o que os próprios dizem, enquanto Bruxos das Sombras são o mal em pessoa. Nesse mundo onde tudo é divido por um lado que não é escolhido por você, estar entre o bom e mal é uma grande abominação. E é nesse contexto que encontramos Nathan, o filho de uma Bruxa da luz, de uma família com tradição, e o mais perverso Bruxo das Sombras.

Aos olhos da sociedade Nathan é uma aberração, desde pequeno quem o controla é o Conselho, com notificações que dizem como ele deve viver e se comportar. Porém o proposito do Conselho não é apenas controlar, ele ainda vive por um proposito maior. Agora o que resta para ele é encontrar Mercury, receber seus três presentes e ter o controle de sua própria vida.


Alimentei expectativas, isso é fato. Esperei por algo que me faria esquecer todas as decepções literárias que tive nos últimos meses e no fim não foi tudo isso, na verdade nem chegou tão perto. O livro tem seus bons e maus momentos, ele confuso de inicio, corrido em certa parte e no fim vem a grande surpresa, ele consegue ser bom e nos deixar querendo o próximo livro.

Eu disse que ele é complicado, é um livro desses que parece três em um ou escrito por pessoas diferentes em cada parte. O inicio do livro é confuso, é fácil se perder ou ter que voltar alguns parágrafos na leitura, a escritora parece querer explicar tudo muito rápido, mas quando está tudo explicado a leitura começa a ficar interessante e a trama nos prende.

Porém chegamos a uma parte que volta a ser confusa, dessa vez por causa da escrita, nessa parte Sally parece querer correr e tudo fica um pouco sem sentido. Infelizmente a escritora perde o poder que poderia ter se usasse de uma boa escrita.

E eu não disse errado ao falar que ela pode usar de uma boa escrita, ela mostra ser uma ótima escritora na última parte do livro, a trama nos prende, os personagens parecem ter crescido e os que aparecem nesse fim são ótimos. É só nesse fim de livro que ela consegue nos convencer, que consegue nos fazer querer ler um próximo livro.

"Alguém uma vez me disse que a melhor forma de saber se você pode confiar em uma pessoa é confiando nela."



Nathan, ele é um personagem tipico de histórias como essa, daqueles que apesar do sofrimento consegue ser uma boa pessoa, ele é até mesmo irônico em algumas partes do livro e isso traz uma leveza enorme para a obra. Nathan é cativante e mantém seus princípios, não importa o que aconteça.

O livro é narrado de duas formas diferentes, em primeira pessoa e logo depois em segunda pessoa, provavelmente foi a forma que a autora encontrou de fazer o leitor participar da leitura, porém é preciso cuidado, então aqui vai um conselho: Preste atenção, caso contrário vai se perder fácil.

Um dos pontos que se deve destacar é que o relacionamento de Nathan com os pais e sua história é mais explorado que o mundo dos bruxos, então esse pode ser um livro chato para quem gosta dessa parte, creio que o segundo livro deva focar mais nos poderes de cada bruxo e os de Nathan, se você ler vai entender que o livro termina dando o gancho para que isso aconteça no próximo livro.

"O truque de não se importar é fundamental. É o único truque da cidade. Só que não é uma cidade. É uma jaula ao lado de uma cabana, cercada por vários morros e árvores e céu."


Enfim, Half Bad é complicado, pontos positivos e negativos e um fim de pedir mais, se você ainda não leu e está na espera de uma chance leve em consideração tudo o que falei nessa resenha e não desista logo no inicio, vale a pena esperar por mais. 



E é isso, mais uma resenha, espero que tenham gostado e que nos acompanhem, se ainda não segue o blog está liberado para seguir, comentar e acompanhar nossas redes sociais. Prometo muitas coisas legais.






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Um comentário:

  1. Então esse livro é parecido com que A Hospedeira foi para mim. Senti várias coisas e achei um pouco confuso.
    Gostei da sua escrita. Sucesso!
    somaisumapaginamae.blogspot.com.br

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