8 de abr de 2016

Coluna do Té - Resenha: VGHS (Video Game High School)

Saudações, leitoras e leitores! Hoje, finalmente trago a resenha de uma série que penso em falar a respeito há tempos no blog, e que assisti pela segunda vez há algumas semanas: Video Game High School. Boa leitura!



Título: Video Game High School (VGHS)
Criadores: RocketJump (Freddie Wong, Matthew Arnold, Will Campos e Brian Firenzi)
Gênero: Comédia, ação, ficção científica.
Ano: 2012 - 2014
Número de temporadas: 3
Número de episódios: 21
No ranking de jogadores da VGHS, uma escola totalmente voltada para o ensino de diversas coisas ligadas a video-games, o famoso The Law ocupa o primeiro lugar, sendo especialista no jogo de FPS (first person shooter / atirador em primeira pessoa) Field of Fire. Em uma participação num programa de TV, The Law entra em partidas online para demonstrar suas habilidades no jogo, até ser surpreendentemente derrotado por um jogador "aleatório" chamado Brian D. Após o susto de todos com o ocorrido na transmissão ao vivo, Brian é convidado a ingressar na tão sonhada VGHS e jogar ao lado dos maiores jogadores do planeta.

A primeira coisa que me chamou atenção na série foi o fato de ser totalmente produzida pelo que hoje conhecemos como "youtubers", a equipe do canal RocketJump, que faz esquetes geeks e curtas para a internet. Para os seriadores, é algo bem parecido com o formato de American Horror Story: Uma mesma equipe, com um mesmo elenco, atuando em histórias diferentes. VGHS é uma dessas, e talvez a mais conhecida já criada por eles. E não desconfiem da qualidade por ser uma série de YouTube; a produção, atuação e roteiro não deixam nada a desejar se comparadas com os "grandes".

A história da série se passa num futuro em que os jogos de video-game alcançaram uma visibilidade enorme na sociedade, tendo diversas instituições de ensino na área e toda uma mídia voltada para o assunto. Já no início, vemos alguns indícios de tecnologias mais avançadas que as nossas, assim como uma imersão maior das pessoas de todas as idades nesse tipo de atividade.


Apesar da história principal estar ligada ao jogo Field of Fire, vários estilos de jogos são explorados no decorrer da série. Grande parte deles são paródias de jogos existentes nos dias de hoje, como Dance Ex Machina, inspirado nos jogos de dança de fliperama, Axe Legends, inspirado no jogo musical Guitar Hero, Over Drift, inspirado no jogo de corrida Need for Speed, e por aí vai. Cards de Pokermon (dispensa explicações), RPG's, estratégicos, jogos de luta e até jogos de tablet criados por alunos. Cada um consegue ter seu espacinho muito bem colocado dentro da série, sem precisar desviar a história para isso.

Por ser uma série muito voltada para humor, os personagens principais e secundários possuem personalidades muito fortes e cômicas, o que pode dar uma impressão um pouco infantil pra série, mas nada que vá estragar a experiência, afinal, é bom ser um pouco infantil de vez em quando. Apesar disso, o enredo contém cenas nem tão infantis, nada que torne a série "censurável", mas a tira da zona de "feita para crianças" e a torna mais interessante para públicos diversos, contendo mortes inesperadas, drogas e tudo que acontece fora do universo digital.


Em resumo, é uma série extremamente divertida e bem humorada, mas que te surpreende em vários momentos, tanto na forma de fazer humor quanto no enredo da história. Possui um universo muito bem trabalhado, personagens marcantes, momentos épicos e provoca uma vontade imensa de viver a realidade mostrada. É como se cada temporada fosse um longa metragem, então pode ser assistira em pouquíssimo tempo, mas o suficiente pra ficar marcado. No fim, se ainda desconfiava de algo por ser feita para o YouTube, já nem se lembra mais desse fato.
Série 100% aprovada pelo Té!

Essa foi a resenha de hoje, e se tudo correr como planejado ainda teremos mais um post da Coluna do Té este mês! A quem quiser assistir a série, está disponível legendada no YouTube e dublada na Netflix. aZeus a todos e até a próxima!

-Té.

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